Epicondilite Lateral do Cotovelo

Epicondilite Lateral do Cotovelo
A epicondilite lateral do cotovelo, também conhecida como “cotovelo de tenista”, é uma inflamação ou degeneração dos tendões que se fixam na parte lateral (externa) do cotovelo — especificamente na região chamada epicôndilo lateral do úmero.
Ela é causada por movimentos repetitivos ou sobrecarga dos músculos que estendem o punho e os dedos, resultando em dor, sensibilidade e fraqueza nessa região.

Como acontece
• Os músculos do antebraço que estendem o punho (como o extensor radial curto do carpo) se fixam no epicôndilo lateral — uma pequena saliência óssea no lado externo do cotovelo;
• Quando esses músculos são usados em excesso ou de forma repetitiva, ocorrem microlesões nos tendões;
• Com o tempo, isso leva à inflamação e, em casos crônicos, à degeneração das fibras tendíneas (tendinose).

Causas
• Movimentos repetitivos de extensão e torção do punho, como:
• Usar o computador ou o mouse por muito tempo;
• Pegar objetos com o braço estendido;
• Tocar instrumentos;
• Trabalhos manuais (pintores, pedreiros, encanadores, cabeleireiros);
• Esportes como tênis, musculação, remo ou crossfit.

Sintomas
• Dor na parte externa do cotovelo, que pode irradiar para o antebraço;
• Aumento da dor ao segurar, levantar ou torcer objetos (como abrir uma garrafa ou girar uma maçaneta);
• Sensibilidade local ao toque;
• Fraqueza para apertar ou segurar coisas;
• Em casos crônicos, dor constante e limitação para atividades diárias.

Tratamento
Na maioria dos casos, não é necessário cirurgia — o tratamento é conservador:
➀ Medidas iniciais
• Repouso relativo: evitar atividades que causem dor;
• Compressas de gelo: 15 minutos, 2–3 vezes por dia;
• Antiinflamatórios (prescritos pelo médico);
• Uso de brace ou faixa para epicondilite → reduz a tensão sobre o tendão.
➁ Fisioterapia
• Alongamentos e fortalecimento dos músculos extensores e flexores;
• Terapias complementares: ultrassom, laser, ondas de choque, eletroterapia;
• Treino de postura e ergonomia.
➂ Procedimentos médicos
• Infiltrações (com corticoide ou PRP — plasma rico em plaquetas);
• Radiofrequência pulsada ou MMP de medicamentos para dor crônica;
• Cirurgia (rara) — apenas se não houver melhora após 6 a 12 meses de tratamento clínico.

Dúvidas Frequentes
➀ Quando é indicada a cirurgia?
Apenas se não houver melhora após 6 a 12 meses de tratamento conservador.
A cirurgia remove o tecido degenerado e reinsere o tendão saudável no osso.
➁ O tratamento é sempre conservador?
Sim, em mais de 90% dos casos.
O tratamento é não cirúrgico, baseado em:
• Repouso relativo;
• Fisioterapia;
• Gelo e anti-inflamatórios;
• Órtese (brace);
• Terapias regenerativas (PRP, ondas de choque, radiofrequência).
➂ Quanto tempo leva para melhorar?
Depende da gravidade:
• Casos leves: 4 a 8 semanas;
• Casos moderados a graves: 3 a 6 meses;
• Casos crônicos podem demorar até 1 ano com reabilitação completa.
➃ A epicondilite é uma inflamação ou uma lesão?
Nos casos iniciais, há inflamação;
Nos casos crônicos, ocorre degeneração das fibras do tendão (tendinose) — o tecido perde força e elasticidade.
➄ O uso da faixa ou brace ajuda?O uso da faixa ou brace ajuda?
Sim.
O brace para epicondilite reduz a tensão no tendão afetado e alivia a dor durante o movimento.
Deve ser usado durante atividades dolorosas, não o tempo todo.
➅ Corticoide ajuda?
As infiltrações com corticoide aliviam a dor rapidamente, mas não tratam a causa.
Hoje são usadas com cautela, apenas em casos específicos.
➆ O PRP (plasma rico em plaquetas) funciona?
Sim, em muitos casos.
O PRP estimula a regeneração do tendão e reduz inflamação, sendo uma alternativa biológica moderna, principalmente em casos crônicos.
➇ Ondas de choque ajudam?
Sim. A terapia por ondas de choque extracorpórea estimula revascularização e cicatrização do tendão, reduzindo dor e acelerando a recuperação.
➈ Quais são os fatores de risco?
• Idade entre 30 e 55 anos;
• Trabalhos manuais repetitivos;
• Prática esportiva sem preparo muscular;
• Postura incorreta;
• Falta de alongamento.
➉ A epicondilite pode voltar?
Sim, especialmente se as causas não forem corrigidas — como sobrecarga, técnica esportiva inadequada ou fraqueza muscular.
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